quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Qual o impacto que o iPad, da Apple, terá nos quadrinhos?

iPad

O site especializado Universo HQ publicou um interessante análise sobre o impacto do IPad no mercado de histórias em quadrinhos. O novo equipamento da Aple, voltado a leitura de jornais, livros, e execução de filmes e músicas foi lançado ontem. Pelas suas característas, o IPad parece ser interessante como tecnologia educacional.

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A Apple anunciou ontem (27 de janeiro) o lançamento de uma nova categoria de produto no mercado: o iPad.
O iPad é o cruzamento de vários aparelhos e tecnologias modernas. Na prática, é um monitor computadorizado que funciona como uma tablet (uma mesa de desenho eletrônica). O monitor de LCD de 9,7 polegadas (24,63 cm) ocupa toda a área útil do aparelho, que funciona com uma tela touchscreen de multitoques. A tecnologia IPS usada pela Apple permite que a imagem seja vista com qualidade dentro de um ângulo de visão de 178º.
A tela pode ser empregada tanto na vertical quanto na horizontal e é capaz de exibir páginas inteiras de jornais e revistas. O aparelho foi criado para navegar na internet, enviar e-mails, ler livros, jornais e revistas digitais, assistir a filmes (ou usar o YouTube) e, claro, escutar músicas.
A Apple pretende introduzir um sistema de compra de livros digitais similar ao que foi criado para vender música no iTunes. Para isso, já possui parceria com grandes editoras.
Mas o aspecto que interessa para o fã de HQs é justamente o uso do aparelho para ler quadrinhos.
A julgar pela apresentação da Apple, fica óbvio que o iPad será muito utilizado para a leitura digital. Já existe até um aplicativo especial para exibir o New York Times. A loja da Apple tem um catálogo de 140 mil aplicativos desenvolvidos, a maioria dos quais rodará no iPad.
Dois desses aplicativos foram criados para ler quadrinhos, desenvolvidos pela RobotComics e Comixology. Hermes Pique, da RobotComics, disse ao site Bleeding Cool que sua empresa já está desenvolvendo um aplicativo que permita a leitura dos formatos CBR e CBZ, os mais populares disponíveis online e usados não apenas por quem lê scans pirateados, mas também por artistas e editoras.
Outra empresa especializada em HQs digitais que pretende capitalizar sobre o iPad é a LongBox. No entanto, até o fechamento deste artigo, ela não havia se pronunciado oficialmente sobre o produto da Apple.
iPad
O iPad, assim como o iPhone, parece não rodar aplicativos em Flash, o que deve ser um empecilho para o Zuda Comics (leia mais aqui), selo de webcomics, da DC.
Joe Quesada, da Marvel, declarou numa entrevista anterior ao lançamento do produto, que estava bastante interessado no evento e no desenrolar desta nova tecnologia. Mas nada de oficial além disso foi divulgado.
É difícil prever o impacto real que o iPad terá na produção e distribuição dos quadrinhos, mas já se especula no mercado norte-americano que esta é uma oportunidade de distribuição de revistas tão grande e interessante quanto o surgimento da distribuição direta, na década de 1980.
A chegada do iPad pode mudar muita coisa no cenário dos quadrinhos, principalmente nos Estados Unidos ou ser apenas mais um modismo. Por aqui, o quadro deve ser diferente, pois o custo inicial de 500 dólares pode não ser muito caro para consumidores americanos, mas certamente é alto para a maioria dos leitores brasileiros.
iPad

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Novos livros e jornais on-line disponíveis à comunidade universitária

Já está disponível para alunos, docentes e técnicos da Universidade a coleção dos e-books da Editora Springer publicados em 2008. Com essa aquisição, gestada pela Biblioteca Central e pela Pró-reitoria de Pós-graduação, o período abrangido passa a ser de 2005 a 2008. A coleção contém mais de 36.000 livros de diversas áreas do conhecimento. Também foi renovada a assinatura da NewspaperDirect, base de jornais diários de vários países, a partir da qual é possível ler on-line periódicos como O Estado de São Paulo, O Globo, Folha de São Paulo, Clarin, El Mundo, Times, The Wall Street Journal, entre diversos outros. O acesso às publicações pode ser feito em computadores na instituição ou remotamente através da configuração do Proxy nas máquinas, conforme instrução disponível no site da Biblioteca Central, relacionado abaixo. Mais informações pelo telefone 3308-3883.
A informação é do site da Universidade.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sebos na era digital

Sites especializados ajudam na busca de livros usados ou raros, e são opção para economizar

Zero Hora, 06 de janeiro de 2010, N° 16207
(http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2768179.xml&template=3898.dwt&edition=13857&section=1044)

Os sebos encontraram na internet uma aliada poderosa para continuarem sendo uma opção na busca de livros baratos, raros e, na maioria das vezes, conservados. Os internautas dispõem na rede várias opções onde podem garimpar obras literárias em todo o país. O site Estante Virtual é uma delas. Criado em 2005, já tem 1.619 sebos cadastrados em 307 cidades, e cerca de 5 milhões de livros. O site funciona como um mediador entre o comprador e o vendedor. Todas as negociações, como o preço do frete e detalhes sobre o estado de conservação dos livros, são feitas diretamente com o dono do sebo escolhido.

– É uma tendência do mercado que não dá para desprezar – afirma Cida Caldas, dona do Sebinho, um dos 27 estabelecimentos cadastrados pelo Estante Virtual no Distrito Federal.

Para o analista de sistemas Guilherme Ávila, 50 anos, um assíduo comprador via internet, o procedimento para adquirir livros é prático e confiável. No entanto, quando o assunto é a preferência entre as lojas físicas e as virtuais, ele desconversa.

– Às vezes, preferimos assistir a um filme em casa, outras vezes, no cinema. Depende do momento também no caso dos sebos – afirma.

Dois outros sites oferecem o mesmo serviço, mas com menos opções de publicações e sebos. No Sebo OnLine, o usuário pode procurar entre 36 mil livros divididos por categorias. Já o SebosOnline.com conta com pesquisa em 300 estabelecimentos do Brasil, além de vender CDs, DVDs, VHS e até discos de vinil. As duas páginas na web realizam apenas a mediação entre os usuários, e não se responsabilizam pelas compras.

Na tentativa, de alertar o consumidor quanto aos maus prestadores de serviços, os sites oferecem um espaço para avaliações, onde os usuários podem deixar sua opinião sobre o serviço prestado. Ao receberem as notas, os donos dos sebos podem agradecer e responder às reclamações dos consumidores.

Para quem não quer gastar, mas pretende se desfazer ou trocar obras com outras pessoas, há sites como o Trocando Livros, em que os usuários relacionam as itens que têm interesse em trocar. São permitidos apenas livros em bom estado de conservação. Quando outro usuário se interessar pelas obras cadastradas, o sistema envia um e-mail com todas as instruções para o envio do pedido. Em seguida, basta entrar no site e confirmar a remessa do produto. Com isso, o internauta ganha um crédito e poderá requisitar o livro de outra pessoa.

Correio Braziliense
Onde pesquisar
Veja alguns dos principais sites brasileiros para pesquisa em sebos:
> Estante Virtual: www.estantevirtual.com.br
> Sebo OnLine: www.sebol.com.br
> SebosOnline.com: www.sebosonline.com
> Trocando Livros: www.trocandolivros.com.br
Compre com segurança
Como os sites servem apenas de mediadores entre os usuários e os estabelecimentos comerciais, os consumidores devem ficar atentos para fazer uma compra segura. Confira as dicas:
> Imprima todas as fotos do produto
> Preste atenção na informação oferecida a respeito do produto
> Além do e-mail, é importante verificar se a loja oferece outros meios para poder encontrá-la, como telefone, endereço e número de fax
> Imprima todos os procedimentos realizados para a compra e evite pagar antecipadamente
> Cuidado com o preço final das ofertas, porque, na maioria das vezes, não está incluído o valor do frete
> Preste muita atenção e imprima as regras de restituição, pagamentos, devolução, frete, negociação e prazo de entrega
> O consumidor tem direito a desistir da compra em um prazo de sete dias após o recebimento da mercadoria, sem precisar justificar sua decisão, tendo direito à devolução de todo o valor pago

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Mensagem da Biblioteca

Ao final de um ano muito especial, no qual nossa Universidade completou 75 anos, e às vésperas de celebrarmos os 40 anos da Faculdade de Educação da UFRGS.

A equipe da Biblioteca Setorial de Educação gostaria de desejar a toda comunidade universitária um FELIZ NATAL e um 2010 cheio de realizações.

Eu agora diria a nós, como educadores e educadoras: ai daqueles e daquelas, entre nós, que pararem com sua capacidade de sonhar, de inventar a sua coragem de denunciar e de anunciar. Ai daqueles e daquelas que, em lugar de visitar de vez em quando o amanhã, o futuro, pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e com o agora, ai daqueles que em lugar desta viagem constante ao amanhã, se atrelarem a um passado de exploração e de rotina.

FREIRE, Paulo. Educação: o sonho possível. In: BRANDÃO, Carlos Rodrigues et al. O Educador : vida e morte : escritos sobre uma espécie em perigo. 10.ed. Rio de Janeiro: Graal, 1992. P. 101.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Nativos digitais

Pesquisa no Reino Unido sugere que jovens que usam novas tecnologias têm mais facilidade de escrever do os que não têm acesso ao computador. Números vão contra a mentalidade usual de reprimir o modo como se escreve na rede.

Nativos digitais
Uma das redes sociais mais famosas da internet, o Twitter impõe ao usuário o espaço máximo de 140 caracteres para cada publicação. Como a nova relação com a escrita muda o aluno em sala de aula?
Seria chover no molhado anunciar que o computador, a internet, as novas tecnologias e a revolução digital que vivenciamos mudaram a relação que temos com a informação. Seria igualmente repetitivo afirmar que, junto com esse novo paradigma, o ensino em sala de aula deve ser repensado. Como lidar com um Google, por exemplo? Confiar ou não confiar na Wikipedia? Enfim, como se comportar diante desse novo cenário?
São perguntas ainda sem respostas, mas que alguns estudos já se propõem a discutir. Recentemente, a National Literacy Trust – instituição do Reino Unido que promove a alfabetização – fez uma pesquisa que tenta descobrir o impacto das novas tecnologias na escrita de jovens de oito a 16 anos.
Três mil e uma pessoas foram entrevistadas na Inglaterra e na Escócia e deram pistas da relação que elas têm com a escrita e o computador. Alguns números da pesquisa:
  • 24% têm seu próprio blogue.
  • 82% enviam mensagens de textos via celular pelo menos uma vez por mês.
  • 73% conversam em programas de bate-papo com amigos.
O dado novo – e surpreendente – é que 61% dos usuários de blogue julgaram que escrevem "bem" ou "muito bem", a mesma resposta dada por 56% dos que possuem perfil em redes sociais.
Crianças e adolescentes que usam as novas ferramentas da internet têm mais confiança na escrita
Segundo a pesquisa, as crianças e adolescentes que usam as novas ferramentas da internet têm mais confiança na escrita do que aqueles que nunca participaram da rede. "Quanto mais formas de comunicação os jovens usarem, mais forte será as habilidades de escrita deles", disse,  em entrevista ao site da BBC News, o diretor da National Literacy Trust, Jonathan Douglas.
 Esse tipo de afirmação não é usual. Muitos professores e muita gente na internet costumam combater os 'vc',  'q', 'pq', como se a rede fosse culpada por uma informalidade generalizada da linguagem. Douglas defende que o jovem precisa aprender a distinguir as diferentes formas de escrever. Mas isso, segundo ele, entende-se, por exemplo, ao mandar uma carta para um amigo ou para uma pessoa importante. A forma do texto muda naturalmente.

Imigrantes digitais

Acontece que a maioria dos professores ainda é 'imigrante digital', termo criado para designar aqueles que não nasceram em meio às novas tecnologias. Esses jovens, ao contrário, seriam os 'nativos digitais', meninos e meninas que lidam desde muito novos com a internet e com dispositivos tecnológicos.
A constatação de Douglas: isso produz um choque geracional, pois muitas vezes o computador é uma ferramenta que um jovem domina melhor que um adulto.

Realidade nacional

Claro, não podemos simplesmente transpor os dados da National Literacy Trust para a realidade brasileira. O país ainda tem de pavimentar um longo caminho de inclusão digital. Mas, mesmo por aqui, há quem se interesse pelo tema.
Grupos como o da professora Carla Coscarelli, da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com artigos e livros sobre a mistura da educação com o computador, a professora busca entender os desafios do ambiente digital e o novo tipo de alfabetização que se impõe na internet.
Em um de seus artigos [PDF], ela pergunta:
A informática está presente nas escola, mas estamos preparados para usá-la como recurso de ensino/aprendizagem? O que muda em relação à leitura e à produção de textos com o uso da informática?
A pesquisa da National Literacy Trust e o próprio trabalho de Carla Coscarelli são uma tentativa de começar a responder essa inevitável questão.
E você, professor, como lida com as novas tecnologias em sala de aula?


Thiago Camelo
Ciência Hoje On-line

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Boa forma física e intelectual

Reportagem da revista Ciência Hoje, de Raquel Oliveira, aborda a relação entre boa capacidade cardiovascular e desempenho cognitivo em jovens do sexo masculino. A pesquisa, divulgada na PNAS,  acompanhou mais de um milhão de meninos entre 15 e 18 anos nascidos na Suécia  e mostrou que os que tiveram melhora na performance cardiovascular apresentaram boa capacidade de raciocínio, memória e solução de problemas na idade adulta. a descoberta pode incentivar medidas de combate ao sedentarismo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Quem disse que os quadrinhos são inimigos dos livros


Em 1944, a Revista do Inep (Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos), do Ministério da Cultura, publicou ao longo de três edições um estudo bombástico a partir de uma pesquisa feita com professores e estudantes sobre as histórias em quadrinhos, um produto de massa surgido no país na década anterior. A conclusão era das mais alarmistas: os comics constituíam um nocivo instrumento que estava prejudicando o aprendizado escolar de diversas formas: desestímulo ao estudo das disciplinas, abandono dos livros infantis e, pior, causavam preguiça mental, ao viciar os estudantes com imagens e poucos textos. Seguiu-se, então, uma guerra em escolas de todo país, quando fogueiras foram organizadas para queimar gibis. Mais lenha foi jogada no incêndio quando o professor Antonio D’Ávila publicou, em 1958, A literatura infanto-juvenil, um tratado em defesa dos livros para crianças e contra as revistinhas.

Foi preciso duas décadas para que editoras como Ibep e Ática adotassem a linguagem dos quadrinhos em seus livros de português, geografia, história e matemática. Desde então, a aceitação das revistinhas pelos professores como reforço paradidático parecia pacífica. Na verdade, os quadrinhos se tornaram quase sempre o primeiro contato de várias gerações de crianças com o aprendizado da leitura e da escrita e de entretenimento, além de um objeto de grande valor afetivo, sempre ligado à infância. É o que está exposto na tese de Valéria Aparecida Bari, O potencial das histórias em quadrinhos na formação de leitores: busca de um contraponto entre os panoramas culturais brasileiro e europeu, com orientação do professor Waldomiro de Castro Santos Vergueiro, da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da USP.

Leia a íntegra da matéria de Gonçalo Junior, publicado no portal da FAPESP.